DE CU PRA LUA, NELSON MOTTA

Devorei com prazer o delicioso livro de memórias, fatos, revelações de Nelson Motta. Delícia pura. Com uma narrativa leve Nelson vai pontuando os fatos ocorridos na sua trepidante viva, tudo pura sorte, como o título sugere, que o levaram a ser esse homem tão importante na frenética cultura dançante, cantante e literária brasileira. Ele nasceu em 1944, mesmo ano de outro ícone, o Chico e eu. Como não comemorar? Melhora até o meu astral. Lendo o livro também temos uma panorâmica de como era a vida no país, no Rio de Janeiro, com tantos shows, peças de teatro em plena ditadura. E hoje, que não temos a censura, não temos tanta efervescência, e nem tantos debates. Sim, a roda gira, sabemos disso, mas o livro traz certa nostalgia, fui espectadora de tudo que li. Sabia do que ele estava falando. Era plateia na peça Apareceu a Margarida. Conheci Roberto Athayde, o autor, que fazia aulas de corpo com a Lourdes Bastos. Ele, Rubens Corrêa, Marcos Palmeira, o diretor morto precocemente e euzinha. Quando Marília Pêra dirigiu um Molière espetacular no Teatro Alasca, o vi não só na plateia, como na festinha que e seguiu depois. Mas, não me aproximei. Estavam casados. Fui apresentada a Marília, que me desconcertou enquanto eu balbuciava qualquer coisa, e isso me fez encolher na minha insignificância  de fã. Portanto, Nelsinho, ler o seu livro me levou a embarcar numa nave muito especial cuja viagem foi incrível. Obrigada. Sua vida foi mesmo brilhante, nasceu De Cu para Lua, mas nada adiantaria se não fosse pelo seu brilhantismo.

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