UM FESTANÇA EM ITAIPAVA

Foi num sábado. A música corria alta, os fogos davam o tom, e a pacata Rua Benjamin Galotti, em Itaipava, onde funciona uma casa de festas, estava concorrida, com rapazes bem vestidos manobrando os carros ( e claro atrapalhando o ir e vir de quem tem que passar pela rua, obrigatória e única que desce pra Estrada União e Indústria), e os vizinhos assutados com aquela parafernália toda e apostando as fichas que naquela noite ninguém dormiria. BINGO. Eu ouvi sim, mas como estou surda totalmente de um ouvido (graças a deus ainda mais que é aqui, Brasil, onde vivo) ouvi pouco e dormi, mas a turma passou esta noite insone e esbravejando contra a tal festa. Foi de orelhada que ouvi os desgostosos reclamarem e fiz apenas uma única pergunta: por que não chamaram a polícia? resposta: pois é, ninguém fez isso, o máximo que fizeram, já que não conseguiam dormir, foi ir pra rua pra ver o movimento. E mais uma vez me pergunto, como pode isso? não sou contra festas, acho ótimo, já fui a muitas, mas de algumas décadas pra cá festa é sinônimo de música muito alta e confusão. Claro que tem que haver música, mas por que não em níveis civilizados? Brasileiro confunde muito as coisas e perdemos mesmo a noção do civilizado. Aqui em Itaipava a luz é fraca pra não assustar os tantos e tantos pássaros que habitam a região. Imaginem só, luz alta, fogos em área de preservação ambiental? só mesmo aqui.


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